segunda-feira, 1 de março de 2010

Ode à missa

Lá estava eu na igreja. Orando pela minha alma suja de cerveja e agradecendo por estar trabalhando na Famosa Revista de Mulher Pelada. Culpa da minha avó, que é bróder de Deus e disse que esse era o mínimo que eu podia fazer depois de passar num processo difícil. E eu fui...

Eu acharia tudo isso meio irônico se não tivesse tido um professor que trabalhou na mesma revista e era formado em teologia e filosofia. Só não era padre porque não usava batina. Tudo isso só faz pensar que religião e mulher pelada tem tudo a ver. São dois lados de uma mesma moeda velha e carcomida.

Não, eu não sou ateu. Acho triste quem é. Só acho que há outras formas de agradecer a Deus, ou a quem quer que seja, sem ir à igreja. Não, minha pele não começa a queimar se eu piso numa igreja, mas eu não gosto muito delas. Tem gente que se sente bem, que acha catártico, mas eu não. Eu só acho uma obrigação desnecessária. Porque se Deus está mesmo em todo lugar como dizem, por que, então, só lá ele vai te ouvir?

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Ode a Marilyn Monroe

Era madrugada e eu fui obrigado a assistir o filme da Marilyn Monroe em outro lugar porque meu irmão disse que não se interessava por esses filmes... velhos. Como, em santo nome do Hugh Hefer, alguém pode não se interessar pela Marilyn Monroe?

A primeira Playboy da história

E eu não digo só sexualmente falando, porque ela é o tipo de mulher que desperta interesse em homens, mulheres, crianças, cachorros e moléculas de água congelada em Marte. Pela sua história e fama, eu digo. E eu gosto de quem gosta da Marilyn Monroe... gosto mais de quem gosta da Betty Page, que é mais safada, mas tudo bem. O fato é que a ninguém deveria ser permitido deixar este mundo sem assistir O Pecado Mora ao Lado, o filme que mostra o famoso vestido esvoaçante e que meu irmão se recusou a ver.

Tudo bem que muita gente ache ela uma puta, safada e aproveitadora e a verdade é que ela até pode ser isso, mas acho que alguém que posou pra Playboy na década de 50 já foi estigmatizada o bastante. Até porque a Playboy daquele tempo não tinha nada além de peitos à mostra. E se uma puta, safada e aproveitadora conseguiu entrar pra história e vencer a morte ela merece todo respeito de quem quer que seja... né?

domingo, 27 de dezembro de 2009

Ode aos musicais

No geral, eu gosto de musicais. Toda aquela animação, aquela dança, aquela agitação toda dá vontade de afastar as cadeiras e chacoalhar o esqueleto. É como se uma escada longa fosse aparecer na sala e várias vedetes com pernas torneadas descessem, cada uma em um degrau, acenando com a perna semi-dobrada. E eu, de cartola e bengala, arriscasse uns sapateados e cantasse "who let the dogs out?!".

Digo isso porque acabei de ver Os Produtores, numa dessas sessões perdidas da madrugada. E isso me fez lembrar Moulin Rouge, que me fez lembrar Chicago, que me fez lembrar Hair, que me fez lembrar Cantando na Chuva, que é o musical mais foda que eu já vi. Um dia eu aprendo a sapatear como o Gene Kelly e domino o mundo. Mas não hoje, porque eu tô um pouco gripado.

Uma vez, quando eu era pequeno e não pensava direito, eu ouvi meu tio dizendo que música no meio dos desenhos era ruim, porque parava muito a ação. Eu engoli aquilo sem digerir e acabei levando pra vida, realmente achando que música parava a ação. Mas vendo esses filmes e os clássicos da Disney não tem como pensar numa coisa dessas. É absurdo! Agora eu sei...

Mas voltando a Cantando na Chuva, pra não me prolongar, essa é a cena que eu mais gosto. Não é com o Gene Kelly, é com o Donald O'Connor, que é mais engraçado:

domingo, 20 de dezembro de 2009

Ode aos amigos

Não acredito nesse lixo de que amigos são a família que a gente escolhe. Claro que, se eu pudesse escolher, seria amigo do Bill Gates, Paris Hilton e do Johnnas Brothers. Mas não. Acredito que amigos são pessoas estranhas que entraram em nossas vidas por uma fresta e, por causa da convivência forçada, você acaba gostando... ou não. Alguma força maior coloca essa gente em nossos caminhos, gente que você nem sabia que existia, mas acaba gostando. No fim da vida sim, se me pedissem pra escolher, eu escolheria meus amigos. Mas até lá, como eu poderia escolher um punhado de gente entre 6 bilhões de pessoas pra serem minhas amigas até o fim da vida?

Curioso eu começar este blog com um elogio aos meus amigos (sim, é pra ser considerado como elogio). Isso entra em conflito com o nome do blog, mas foda-se. Eu mesmo sou um conflito por dentro.

Mas tenho certeza que fiz belas amizades em 2009 e consolidei as que eu já tinha. Não vou citar ninguém porque quem é meu amigo deve saber e, além disso, eu tenho sérios problemas mentais, como todos sabem.